Terça-feira , Agosto 9 2022
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ENEM: NÚMERO DE INSCRIÇÕES CRESCE, MAS FICA ABAIXO DE 2019

O número de inscritos no Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) 2022 cresceu 18,15% no Rio Grande do Norte, em comparação ao ano passado. De acordo com o Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep), foram 86.422 inscrições, 13.281 a mais do que em 2021, quando 73.141 estudantes se candidataram para a prova no RN. Apesar do crescimento, o número ainda é menor do que os anos de 2020 e 2019.

Os dados do Inep apontam que, em 2020, o Estado contabilizou 129.102 inscritos no Enem, enquanto que em 2019, o número ficou em 119.324. Se considerados os anos de 2020 e 2021, a redução foi de 43,34%. No ano passado, o RN registrou o menor número de inscrições no Exame desde 2009. Para esta edição, as provas serão realizadas nos dias 13 e 20 de novembro.

Luiz Vinícius Medeiros, de 18 anos, afirma que não irá fazer a prova em 2022 porque não se sente preparado. Para ele, conciliar o término do Ensino Médio com a preparação para o Enem geraria uma sobrecarga que prejudicaria as atividades escolares e as tarefas relacionadas ao Exame. “Acho necessário fazer um preparatório para a minha área. Eu quero Medicina, então, acho que não vale a pena misturar o cursinho com a escola”, comenta o estudante.

Além do que, segundo Luiz, os efeitos da pandemia de covid-19 ainda causam efeitos na própria formação escolar, o que pode ser um empecilho à entrada dele na universidade por meio do Enem. “Em 2020, quando eu estava na 1ª série do Ensino Médio, nós ficamos em aula remota e para mim não valeu a pena. Não tive conteúdos de matérias essenciais para a área que eu pretendo seguir, como Biologia e Física”, relata Luiz Vinícius Medeiros.

 

 

“Só passei a ter aulas dessas disciplinas no ano passado, com o retorno das aulas presenciais. Aliás, é por causa disso também que eu preciso de um cursinho, porque é necessário repor as matérias que eu não tive lá atrás”, acrescenta Luiz.

Para Maria Luíza, de 17 anos, a falta de tempo para investir em uma preparação para a prova é a razão pela qual ela decidiu adiar a realização do Exame para 2023. Atualmente a estudante precisa conciliar o estágio com as aulas do último ano do Ensino Médio e com o curso técnico de Administração, que ela faz na mesma escola onde estuda, na zona Leste da capital.

“Vou para o estágio pela manhã, chego na escola às 12h e só saio às 18h30. Só consigo estar em casa por volta das 20h. E ainda tenho que fazer um trabalho de conclusão de curso (TCC), porque a escola onde eu estudo é profissionalizante e exige o TCC como pré-requisito para a formação”, descreve Luíza. Ao contrário do colega, a estudante assegura que, mesmo com as dificuldades enfrentadas na crise sanitária, encararia o Enem caso tivesse tempo de se preparar.

“O período da pandemia foi muito difícil para todas as pessoas. Mas, para mim, a questão é o tempo mesmo. Para o ano que vem já estou planejando fazer um cursinho, com foco, principalmente, em Redação, que é essencial. Quero fazer a prova de forma segura”, afirma a estudante.
Tribuna do Norte

Sobre Marcos Almeida

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